A Time 4 Fun, produtora responsável pelos shows da bandaLinkin Parkno Brasil, divulgou os valores das entradas dos shows que o grupo realizará em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre em outubro.
As entradas estarão à venda nas bilheterias oficiais, pela internet, pelo telefone (4003-5588) e nos postos de venda espalhados pelo país. As vendas terão início no próximo dia 30 para o show de São Paulo, no dia 1º de agosto para os shows de Curitiba e Porto Alegre e no dia 6 de agosto para o show do Rio de Janeiro. Haverá opção de meia-entrada para todos os ingressos dos shows.
A pré-venda para o fã-clube acontecerá entre os próximos dias 25 e 29 para São Paulo e Rio de Janeiro e entre os dias 27 e 31 para Curitiba e Porto Alegre.
Confira o valor das entradas e as informações sobre os quatro shows do Linkin Park no Brasil:
São Paulo Data: 7 de outubro Horário: 20h30 Local: Arena Anhembi Ingressos: R$280 (pista) e R$600 (pista premium)
Rio de Janeiro Data: 8 de outubro Horário: 22h Local: Citibank Hall Ingressos: R$300 (pista), R$450 (poltrona), R$600 (camarote) e R$700 (pista premium)
Curitiba Data: 10 de outubro Horário: 21h30 Local: Estádio Durival de Britto (Paraná Clube) Ingressos: R$180 (arquibancada), R$250 (pista), R$300 (cadeira) e R$500 (pista premium)
Porto Alegre Data: 11 de outubro Horário: 21h30 Local: Estádio do Zequinha Ingressos: R$180 (arquibancada), R$200 (cadeira) e R$300 (pista premium)
Ele já foi palestrante da Nasa, publicou artigos científicos e participou de importantes descobertas recentes da astronomia. Em entrevista à Galileu, ele diz o que ainda pode ser quando crescer
por João Mello
Tanishq é fã de astronomia, mas ele quer mesmo é estar onde a ciência acontece //Crédito: Reprodução
Tanishq Abraham tem 9 anos de idade. Ele gosta de assistir Disney Channel, Nickelodeon e Looney Tunes, mas tem uma frustração: não o deixam entrar na faculdade. “Se uma pessoa de 80 anos pode se formar, então uma criança de 8 anos também deveria ter a chance”, ele argumenta, sem um pingo de insegurança ou falsa modéstia. Acontece que, quando o assunto é capacidade intelectual, Tanishq não tem muitos motivos para ser modesto.
Aos 4 anos, ele entrou para a Mensa, sociedade internacional fundada em 1946, para reunir os cidadãos com com o mais alto QI do planeta. Os famosos gênios. Ele só não é a pessoa mais nova a ingressar na entidade, pois sua irmã, Tiara, entrou com a mesma idade. Aficionado por ciência, Tanishq tem um gosto especial por astronomia: o garoto participou da descoberta de tempestades solares e exoplanetas, já publicou diversos artigos científicos e na semana passada foi o mais novo palestrante a realizar uma apresentação em uma conferência da Nasa.
Nascido nos Estados Unidos e filho de indianos, Tanishq esbanja orgulho de suas origens: “O Bóson de Higgs tem esse nome por causa de Satyendra Bose, um cientista indiano”, ele lembra. O garoto também mostra uma aguçada e incomum preocupação com questões sociais e ambientais. Critica a cultura dos carrões norte-americanos, que “gastam muita gasolina e poluem demais” e diz que a saída para a desigualdade social é a educação. Apesar de novo, ele não tem tempo a perder. Seu objetivo é ser liberado para entrar na faculdade com 10, 11 anos no máximo (se dependesse dele, já estaria lá). Depois, quer ser um cientista famoso e presidente dos EUA. A gente não duvida.
Tanishq Abraham conversou com a Galileu e falou sobre a rotina de uma criança gênio: uma mistura de desenho animado, ciência lunar, Michael Jackson, música clássica, Youtube e programação em Python.
Veja como foi a entrevista:
Quando as pessoas perceberam que seu QI era mais alto que a média?
Tanishq Abraham: Minha mãe foi a primeira pessoa a notar. Quando eu tinha 4 meses ela comentou com meu pai e ele não acreditou.
Quando não está na escola, o que você gosta de fazer?
Tanishq Abraham: Eu brinco com minha irmã ou então navego na internet: gosto de ler e pesquisar sobre assuntos científicos. Também assisto TV e programo: eu entendo de Python e estou aprendendo C# e HTML. Leio livros tipo Hardy Boys (série clássica de histórias sobre irmãos adolescentes que investigam crimes) e revistas de tecnologia. Sempre que posso uso meu telescópio durante a noite.
Você gosta de música também, certo? Toca algum instrumento?
Tanishq Abraham: Sim, eu amo música. Faz três anos que eu participo do San Francisco Boys Chorus. Eu e minha irmã também começamos a aprender piano com 3 anos de idade e já participamos de vários recitais. Eu também gosto de compor, mas agora estou sem tempo, já que estou mais interessado em meus projetos de pesquisa científica.
O que você gosta de ouvir? Gosta de Justin Bieber?
Tanishq Abraham: Eu gosto de música clássica, rock, pop, hip-hop e música cristã. Eu costumo escutar músicas no Youtube, especialmente de crianças talentosas...Já vi alguns vídeos do Justin Bieber e eles eram bons. Gosto muito da música You Raise Me Up do Josh Groban, além de algumas do Michael Jackson. Também curto dançar, aprendo muito com vídeos no Youtube.
Qual o conceito científico você tem mais dificuldade em entender?
Tanishq Abraham: Com 7 anos eu fiz um curso de astronomia e meus colegas não compreendiam as ideias de Einstein e a Teoria Geral da Relatividade, mas eu achei tranquilo. Minha mãe era da minha sala, ajudei ela a entender o assunto.
Qur que eu desenhe? Tanishq explica como é o exoplaneta que ele ajudou a descobrir //Crédito: Reprodução
Quais são suas matérias preferidas no colégio?
Tanishq Abraham: Ciência, ciência e ciência. Pode ser paleontologia, geologia, astronomia, ciência lunar, ciência terrestre, astrobiologia, microbiologia, neurociência, física, química, nutrição. Gosto de ler sobre civilizações passadas, evolução e a Bíblia. Não gosto de literatura inglesa e matemática às vezes é chata.
O que você quer ser quando crescer?
Tanishq Abraham: Desde os 5 anos eu quero ser um cientista famoso, que vai descobrir algo novo para o mundo. Depois, quero ser presidente dos EUA. O presidente Obama sempre me inspirou, também gosto do Abraham Lincoln e do George Washington. Já escrevi algumas cartas pro Obama, ainda estou esperando as respostas!
Na sua opinião, qual a melhor maneira de combater o aquecimento global?
Tanishq Abraham: Nos EUA, as pessoas usam uns carros enormes que usam muita gasolina e acabam poluindo demais. O transporte público deveria ser mais acessível também: em países da Europa e da Ásia isso já se vê. Carros híbridos e elétricos também são uma opção. Meus pais têm um desses eu acho legal.
Você se preocupa com questões sociais?
Tanishq Abraham: Sim, por isso que se eu for presidente eu poderei trazer uma mudança, especialmente no sistema educacional. As pessoas não ligam muito para a educação no meu país. Ter educação é legal. Te faz uma pessoa melhor, um mundo melhor.
Você já publicou artigos em uma revista científica. Você pode contar um pouco sobre eles?
Tanishq Abraham: Eu escrevi para a revista da Peninsula Astronomical Society, O primeiro texto foi publicado quando eu tinha 7 anos, em 2011. Desde então, três outros artigos saíram por lá. Eu tratei de vários assuntos, como as diferentes galáxias que existem, o descobrimento de uma supernova, de um exoplaneta e de uma tempestade solar. Os meus dois primeiros artigos estão no site da Nasa
Você acredita em vida extraterrestre?
Tanishq Abraham: Eu fui à uma conferência sobre o tema mês passado e pude conferir a fala de alguns dos cientistas mais pioneiros dessa área. Existe a possibilidade de achar vida microscópica, já que foi descobriram a existência de gelo em diversas luas: a nossa, a de Júpiter e a de Saturno. També podem existir extremófilos (organismo que vivem em condições ambientais extremas), assim como na Terra, que podem se desenvolver para formas mais complexas de vida.
Albert Einstein disse que a imaginação é mais importante que o conhecimento. Você concorda?
Tanishq Abraham: No meu caso, eu prefiro o conhecimento à imaginação. Mas isso não quer dizer que eu não sonhe, não imagine coisas... Normalmente, eu tenho ideias enquanto leio a aprendo sobre conceitos novos. Às vezes eu conto pros meus pais o que eu pensei, mas nem sempre eles me entendem!
RIO - O Comitê Olímpico da Grécia expulsou nesta quarta-feira da
delegação que vai competir em Londres a atleta do salto triplo Voula
Papachristou por comentários considerados racistas feitos por ela no
Twitter.
"Ela foi retirada da equipe olímpica por comentários
contrários aos valores e ao pensamento do movimento olímpico", disse em
nota oficial o comitê.
O alvo dos comentários de Voula foram os imigrantes africanos, principalmente os egípcios.
A atleta postou um pedido de desculpas em sua página no Facebook, lamentando por sua "piada desagradável e sem graça".
"Lamento
muito e estou muito envergonhada, pois nunca quis ofender ninguém ou
atingir os direitos humanos. Gostaria de me desculpar com todos amigos e
competidores que eu tenha ofendido ou envergonhado" disse Voula.
Apareceu em um site de testes de Windows Phone um aparelho misterioso
que promete ultrapassar todos os atuais dispositivos com a plataforma da
Microsoft. Sob o nome "Juggernaut Alpha", este produto fez 151,14
pontos no teste do WPBench, um índice acima de qualquer outro smartphone
testado pelo mesmo software.
Windows Phone 8 pode chegar ao mercado em
novembro (Foto: Divulgação)
O termo “juggernaut”, em inglês, indica uma força destruidora e
incontrolável. Talvez seja este o objetivo do criador do smartphone.
Enquanto ele faz pouco mais de cento e cinquenta pontos, outros
aparelhos não chegam sequer aos cem pontos. Por exemplo, o HTC Titan
aparece no mesmo teste em segundo colocado com 97,32 pontos. A distância
entre ambos é enorme.
Ainda não sabemos qual é a empresa por trás do misterioso Juggernaut
Alpha. Pode ser que o smartphone chegue ao mercado com outro nome —
hipótese bastante provável, visto que aquele registrado pelo WP Bench
não segue nenhum padrão comercial ao qual estamos acostumados. Há quem
diga que se trata de um Windows Phone usando processador de dois
núcleos. Essa combinação de hardware só é possível se o aparelho rodar
Windows Phone 8, próxima versão da plataforma, uma vez que os outros
celulares com sistema da MS não suportam vários núcleos.
Juggernaut Alpha (Foto: Reprodução)
Responsáveis pelo WP Bench esclarecem que os dados dos demais aparelhos
são calculados usando matemáticas para determinar a média. No caso do
Juggernaut Alpha, porém, eles têm amostragem de somente uma unidade — a
única que apareceu até agora no teste.
OS X Mountain Lion está disponível na loja iTunes. Nova versão aposenta o iChat e adota o iMessage.
A Apple disponibilizou nesta quarta-feira (25) a última versão do
sistema operacional para computadores Mac, chamada OS X Mountain Lion.
Usuários da Apple já podem atualizar a plataforma por US$ 20 na loja
iTunes (acesse aqui).
O Mountain Lion foi apresentado ao público em fevereiro de 2012, quando
o software foi disponibilizado aos desenvolvedores. A versão 10.8 do
Mac OS X traz mais de 100 novos recursos para os computadores Macs.
Nova versão chamada 'Mountain Lion' já está disponível na loja iTunes (Foto: Reprodução)
A grande novidade é que o sistema aposenta o iChat, que permitia
conversar por meio de texto e vídeo, e introduz o iMessage, programa de
troca de mensagens já usados no iPad e iPhone. Segundo a Apple,
os usuários poderão mandar mensagens ilimitadas, vídeos e fotos com
outras pessoas e retomar a conversa iniciada em um Mac no iPhone ou
iPad.
Há também um sistema de notificações de mensagens, e-mails e tuítes,
que aparecem em uma aba especial na tela principal do computador,
aplicativo de notas e listas de tarefas, tal qual no tablet e smartphone
da Apple. Ao clicar nas notificações, os programas referentes à
mensagem abrem automaticamente.
O sistema "Mountain Lion" substitui o "Lion", apelido da versão 10.7,
lançada em julho de 2011, e tenta unir os Macs com o sistema portátil
iOS, armazenando e sincronizando os dados com o sistema iCloud, já usado
por 100 milhões de usuários. O "Lion", lançado em junho de 2011, foi
adotado por apenas 30% dos usuários de Macs, com 50% ainda usando o
"Snow Leopard", de 2010.
UM DOS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS POR RECONSTRUIR O CLUBE, LUIS PAULO ROSENBERG FAZ BALANÇO SOBRE ÚLTIMOS CINCO ANOS E EXPLICA COMO TIME IRÁ LUCRAR ATÉ O MUNDIAL
POR RODRIGO CAPELO
A Copa Santander Libertadores é a principal obsessão do futebol brasileiro. Para um clube que nunca a havia vencido, e cujos torcedores eram atormentados por palmeirenses, são-paulinos e santistas, todos eles campeões continentais, o valor da conquista do campeonato é ainda maior. Foram nessas condições que o Corinthians se tornou o melhor time da América Latina neste ano, ao vencer o temido Boca Juniors na decisão do torneio, e consolidou a gestão do clube como uma das melhores do Brasil.
Os méritos pelo "título" fora de campo são ainda mais claros, principalmente, porque o clube havia sido rebaixado à segunda divisão menos de cinco anos antes, no fim de 2007, depois de ter se envolvido intensamente com o empresário iraniano Kia Joorabchian. As acusações de lavagem de dinheiro na empresa dele, a MSI, foram um dos fatores que contribuíram para que o Corinthians fosse à Série B. Trata-se de um renascimento.
E um renascimento ligado, principalmente, a alguns nomes. Andrés Sanchez, agora ex-presidente, foi quem assumiu o clube e o organizou na parte política. Mas a gestão foi reconstruída por Luis Paulo Rosenberg, renomado economista que foi, entre outros cargos, assessor do ministro Delfim Netto no governo de João Figueiredo, responsável por negociar com o Fundo Monetário Internacional (FMI) durante a ditadura militar.
Faturamento
Ano
Variação ano a ano
R$ 290,4 milhões
2011
+37%
R$ 212,6 milhões
2010
+17%
R$ 181,0 milhões
2009
+54%
R$ 117,5 milhões
2008
-
No Corinthians, a evolução é facilmente notada em seus balanços patrimoniais. Entre 2008 e 2011, o faturamento anual saltou de R$ 117,5 milhões para R$ 290,4 milhões, o maior entre os clubes do país. Em entrevista à Época NEGÓCIOS, o ex-diretor de marketing e atual vice-presidente, Rosenberg, apontou quais foram os principais acertos: "o projeto mais importante foi o sócio-torcedor, e o segundo, a rede de franquias. Em três anos, abrir 110 lojas é inédito na história do futebol mundial".
Orador habilidoso, qualidade que certamente aprimorou durante as trativas com o FMI, e adepto de palavrões e provocações, do modo que o torcedor corintiano admira, o dirigente explicou como o Corinthians irá manter o crescimento nas receitas. O estádio é um dos principais pilares. No fim do ano, o clube pretende começar a venda de camarotes, espaços para corporações, entre outras propriedades comerciais, e a estimativa é obter R$ 100 milhões líquidos por ano.
Sem patrocinador máster desde abril passado, quando a Hypermarcas decidiu não estender o aporte que fez nas últimas temporadas, Rosenberg também justificou por que o clube ainda não vendeu essa cota. "O Corinthians é muito caro, negocia de forma muito dura e depois entrega mais do que combinou. Mas as empresas estão muito desalentadas com o quadro econômico mundial. Isso é economia, não é futebol".
A gestão do Andrés Sanchez começou no fim de 2007, com o Corinthians na segunda divisão, e menos de cinco anos depois a Libertadores foi conquistada, uma antiga obsessão da torcida. Quais foram os principais acertos, em termos de gestão, nesse período?Em primeiro lugar, a reforma do estatuto, tornando ele democrático, moderno e dinâmico. Em segundo, a blindagem do futebol. O Corinthians deve ser o clube com menos intervenção de corneteiros, empresários e familiares. Em terceiro, o estádio. E, em quarto, o marketing.
No caso do marketing, o que fez a maior diferença?O projeto mais importante foi o sócio-torcedor. O segundo, a rede de franquias. Em três anos, abrir 110 lojas é inédito na história do futebol mundial. E tudo o que a gente faz é para facilitar a vida da Fiel. Fizemos quatro longa-metragens, contando recortes da nossa história. Temos uma TV 24 horas em um canal a cabo exclusivo. O resto é decorrência.
Dá para citar também alguns erros importantes nesses cinco anos, medidas que hoje se mostram pouco acertadas? Dá, claro. Tentamos fazer um jornal semanal, não conseguimos. Tentamos fazer uma rádio FM, não conseguimos. Amistosos, então, nós somos um desastre. Não conseguimos colocar de pé nenhum amistoso notável.
Mas aí tem um problema de calendário, porque o brasileiro não bate com o europeu, e isso extrapola o Corinthians, não?
É verdade. Mas às vezes tem algumas brechas, tentamos fazer e não somos bons nisso.
A gestão do Corinthians é muito elogiada, com um faturamento que cresce ininterruptamente há vários anos, e o maior contrato de TV do país. Ainda existe hoje a possibilidade de haver um retrocesso na gestão do clube? É mais ou menos a situação do Brasil. Se a gente eleger uma Cristina Kirchner [presidente da Argentina] tudo é possível. Se elegermos um débil mental que chega aqui e diz que loja e sócio-torcedor são p**** nenhuma, podemos regredir. O Corinthians é muito presidencialista, então temos que ser muito pedagógicos no que fazemos, explicar o porquê, para tentar manter. E, novamente usando a metáfora do Brasil, quanto mais democrático for o processo de eleição, menor esse risco. Sabe-se que um colégio eleitoral de três ou quatro mil tem muito mais chances de errar do que três ou quatro milhões.
No futebol brasileiro, isso é um problema recorrente. Um presidente faz um bom trabalho por dois, quatro ou seis anos, aí entra um novo, e as coisas começam a regredir. Tem como resolver esse problema?Ou você realmente conquista corações e mentes ou não funciona. Agora, você vê que a gente está evoluindo. Primeiro, foi uma prova de maturidade fantástica o Andrés [Sanchez, ex-presidente corintiano] não pedir reeleição, ao contrário de outros presidentes do país, para dar exemplo de que a gente luta por ideais quando está fora que não mudam quando a gente está dentro. Conseguimos eleger um presidente que tem a maior qualificação dentro do clube. Acredito que a equipe do Mário [Gobbi, presidente corintiano] é um avanço em relação à do Andrés.
O que mudou da gestão do Andrés para a gestão do Gobbi, agora?Tivemos que fazer substituições, e ele foi muito feliz.
No marketing, no futebol, no financeiro? Em tudo. No marketing, ele trocou um economista metido a besta [Rosenberg refere aqui a si mesmo] por um dono de uma Saatchi & Saatchi [agência de publicidade da qual Ivan Marques, atual diretor de marketing corintiano, é sócio-diretor]. É um avanço significativo.
O Ivan está atendendo às expectativas? O Caio [Campos, gerente de marketing corintiano] está tendo com quem dialogar, criar coisas. Como ele iria conversar com um economista para explicar o que é ativação [ação, envolvida em uma campanha publicitária ou feita de maneira pontual, realizada para comunicar ao público o patrocínio realizado]? Melhorou muito.
Depois de vencer uma Libertadores, dá para estimar quanto vale esse título financeiramente? Somando patrocínios pontuais, bilheterias... Ainda não está definido, porque tem muita água para correr. Fiz uma estimativa com o Caio, e por baixo já deu uns R$ 25 milhões. Mas acho que vai dar mais do que isso. A loja está faturando muito mais. É difícil saber. Quando lançarmos o livro da Libertadores, vai ser uma febre. O livro do Brasileirão do ano passado está vendendo muito mais desde que a gente ganhou. Dá para dizer os efeitos diretos, mas os indiretos são muito grandes. E quantos torcedores de três, quatro ou cinco anos eu ganhei? É o consumidorzinho que vai comprar nossos produtos daqui a 15 anos.
Daqui até o Mundial, como o Corinthians irá explorar o título da Libertadores e a participação no Mundial comercialmente?Na verdade, tenho dois produtos para vender. Um é o congelamento da Libertadores em produtos, que é lançar camisetas e livros. Mas eu ganhei de graça um outro produto que talvez seja ainda mais valioso, que é a perspectiva de ganhar um Mundial. Vamos começar a fazer festas para a preparação e a mobilizar a torcida no exterior a favor do Corinthians. Imagine o que teremos de torcedor na Inglaterra. Teremos mais torcida que o Chelsea [virtual adversário corintiano no Mundial de 2012]. Do mesmo jeito que torcemos para o Manchester United contra o Palmeiras [no Mundial de 1999], vamos ter a torcida do Manchester City, do Arsenal. Vão ser todos nossos. Faremos esse trabalho e vamos começar a vender camiseta lá fora.
O mundial será uma oportunidade única de expor a marca do clube para o mundo. Haverá alguma ação para internacionalizar a marca do Corinthians, algo que se fala muito no Brasil e se faz pouco?A gente estava trabalhando nisso mesmo sem o título, então vai acelerar. O que imaginávamos que ia acontecer no ano que vem vai acontecer neste ano. Vamos lançar um programa de TV semanal na televisão aberta chinesa só sobre o Corinthians, de meia hora. Vamos fazer amistosos e trabalhar com a Nike para fazer venda de camisas. Estamos só esperando o calendário do ano que vem, que será atípico, por causa da Copa das Confederações, e achamos que terá brechas legais para amistosos. Estamos negociando com Estados Unidos, África, mundo Árabe e China.
E aí a Nike tem o papel de fazer o meio-campo? Sim, claro. Sempre tivemos a plataforma mais poderosa do mundo para a internacionalização e nunca nos sentimos confortáveis para usá-la. Agora, sim.
Quanto à contratação do Chen Zhizhao, como o Corinthians a avalia depois de todos esses meses? A estratégia para aparecer na China funcionou?Eu estive lá, e você não imagina o "auê" que ele provoca. Note, se o Corinthians tivesse contratado um grande jogador de tênis de mesa da China, já seria notícia. Quer dizer, pegar o que eles fazem de melhor, trazer para o Brasil e aproximar os dois países. Agora, quando o maior país de futebol do mundo pega o time campeão brasileiro, e ele pega um chinês para jogar, isso é pegar uma mulata do [Oswaldo] Sargentelli e colocar para cantar ópera. É muito mais exótico, emotivo, e o chinês está muito feliz com isso. Pena que ele não jogou. Foi se machucar, uma coisa que o marketing não consegue prever. E o menino é bom, viu? Do jeito que está tudo dando certo no Corinthians, ele será o novo Neymar.
O Corinthians, hoje, está sem patrocínio máster, assim como Flamengo e São Paulo. O que aconteceu? Os valores pedidos estão muito altos? As empresas ainda não se sentem confortáveis em pagar R$ 50 milhões? Primeiro, o Corinthians ficou muito contente com os patrocínios pontuais que a gente fez durante a Libertadores, porque eu jamais conseguiria isso em um contrato anual. E você já conhece nosso estilo. Em cinco anos, não muda. O Corinthians é muito caro, negocia de uma forma muito dura e depois entrega mais do que combinou. Estamos tranquilos.
Mas não prejudica ficar sem patrocinador máster? É claro que é como ter um apartamento para alugar. A cada mês que você não alugou, você se arrepende de não ter dado o desconto daquele mês no contrato. Mas a diferença é a postura das empresas. Elas estão muito desalentadas com o quadro econômico mundial. Isso gera um processo mais lento de decisão dentro delas.
Isso deve mudar com a Copa chegando? Não. Isso muda com a economia americana dinamizando, a europeia saindo da miséria, e a gente voltando a crescer. Não tem jeito. Isso é economia, não é futebol.
Durante o Mundial, apenas a cota máster, justamente a que está livre hoje, tem exposição durante a partida. Isso será um trunfo nas negociações? Sem dúvida. Nem precisa dizer, porque as empresas já sabem muito bem.
Como está a exploração comercial da Arena Corinthians? Há alguma negociação ou alguma propriedade vendida?Não, estamos segurando. Eu só vou ter essa arena em setembro de 2014. Quanto mais ela estiver evidente, mais caro eu vendo. Vender agora é vender na baixa. Ela é tão diferente de todas as outras, tão monumental, você não imagina o acabamento que tem aquela arquibancada de dez andares. A hora que o empresário visualizar aquilo... Vai ter um lounge antes dos camarotes que, para uma indústria automobilística colocar os lançamentos, é coisa para gente AAA.
Quando é a hora perfeita para começar a vender? No fim do ano, eu já começo.
Quanto dá para arrecadar com estádio por ano? A nossa estimativa é um acréscimo líquido de receita de R$ 100 milhões por ano.
Os naming rights (direito de nomear um estádio com uma marca) estão inclusos? Sim. São R$ 20 milhões por ano. Mas isso é pouca coisa. O que dá dinheiro é camarote. O estádio continuará com a postura corintiana de Robin Hood. Ele vai ser muito caro para a classe A e suportável para as classes C e D, porque ele é todo segmentado. Mas mesmo assim na área popular o banheiro vai ter ar condicionado. É diferente quando é do dono, porque o zelo é muito maior.
Inclusive, principalmente entre outras torcidas, existem muitas críticas pelo estádio ter um financiamento de R$ 400 milhões do BNDES. Isso mancha de alguma maneira a construção do estádio? Imagine! Financiamento não é doação. Vou pagar igual a todos os outros estádios, sem nenhuma ajuda. Agora, tudo aquilo que foi ampliação exigida pela Fifa, seria justo que eu pague? Quem vai se beneficiar disso? A cidade de São Paulo. Então ela pegou um estímulo que já tinha em lei e cedeu um investimento que dá um grande retorno para ela. Eu pago o meu, ela paga o dela. Tenho R$ 100 milhões para pagar por ano, p****.
O senhor já deu muitas declarações polêmicas, algumas engraçadas, outras alfinetando presidentes de outros clubes. Em algum momento sentiu que passou algum limite?Não, que isso! O que eu faço é aguçar rivalidade, nunca inimizade. A relação que tenho com a diretoria do São Paulo é fraterna, assim como com o Palmeiras e Santos. O futebol precisa disso: mostrar que rivalidade existe, tem que ser aguçada e deve durar rigorosamente 90 minutos dentro de campo. Na hora de sair e pegar o metrô, somos todos proletariados que não sabem como o salário vai chegar até o fim do mês. Não imagino amar ou odiar uma pessoa porque a camisa dela é verde, isso é ridículo. Acho que esse tipo de atitude faz trocar violência por jocosidade.
E tem funcionado? A segurança pública considera a nossa a menos violenta das torcidas. Temos muito diálogo, mostramos o que tentamos fazer, então acho que estamos indo bem.
O Corinthians contratou no segundo semestre do ano passado o lutador de artes marciais mistas (MMA, na sigla em inglês) Anderson Silva. O clube fornece uma academia para treinar, e ele carrega o escudo corintiano em lutas. Após vários meses, como o time avalia o patrocínio? Maravilhoso. A gente descobriu que em outras modalidades não é o time que decide onde vai ter patrocínio, é o mercado. Conseguimos o Anderson da forma que foi, e está indo muito bem o polo. É claro que queríamos um grande time de vôlei, outro de basquete, fazemos com muito sacrifício a natação, mas gostaríamos de ver isso decolando. O Gobbi tem uma participação muito grande para ver o Corinthians na Olimpíada. À medida que ela se aproxima, vai ter mais patrocínios para essa área. Mas infelizmente o clube tem de ser reativo. Em cinco anos, tentamos muito atrair recursos para essas modalidades, mas com muito pouco sucesso.
Qual é o principal problema? Pouca exposição. O Brasil é um país muito focado em futebol.
No caso do MMA, depois que o Anderson Silva se aposentar, vocês pretendem seguir investindo ou é uma coisa pontual na história do clube? Quem vai dizer é o mercado. Acho que se surgir uma liderança forte daqui a cinco anos, quando o Anderson parar, a gente vai ter continuidade.
A fabricante chinesa Huawei (você está pronunciando errado, veja a pronúncia certa aqui!) apresentou no começo deste ano o tablet MediaPad 10 FHD prometendo ser um dos mais poderosos tablets não só do mundo Android, mas até que o novo iPad.
No vídeo lançado recentemente a Huawei mostra a configuração do tablet MediaPad 10 FHD, como uma tela de 10.1 polegadas com resolução de 1920×1200 pixels (FullHD) e tecnologia IPS, chip K3 Balong desenvolvido pela própria Huawei com processador quad-core rodando a 1,5GHz e GPU com 16 núcleos.
O tablet MediaPad 10 FHD tem espessura de 8,8mm, pesa somente 560g, possui uma câmera de 8MP com autofocos e flash de LED e terá opções com ou sem conexão 3G/4G LTE, contando com um acessório inspirado nos Asus Trasnformer, um dock teclado.
A previsão é que o tablet chegue ao mercado em agosto custando U$ 500 ou menos com o sistema operacional Android 4.0 Ice Cream Sandwich, que a Huawei deverá corrigir esse pequeno detalhe que faz toda a diferença, já que já estamos no Android 4.1 Jelly Bean.
Agora já podemos conferir com qualidade as primeiras cenas do novo filme do herói, mesmo que seja no trailer
Felizmente, a Warner Bros. não deixou os fãs esperando muito tempo pelo teaser trailer deSuperman: O Homem de Aço (Man of Steel).
Lançado nos cinemas junto com Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge, o vídeo (que, vale destacar, não é o mesmo exibido há pouco tempo na Comic-Con) foi disponibilizado neste sábado, 21, pelo estúdio e deixou muita gente bastante empolgada. Assista-o.
Repare que, pelo teaser, já dá para perceber que este filme realmente será bem diferente dos outros estrelados pelo herói kryptoniano…
Com direção de Zack Snyder (300) Superman: O Homem de Aço irá recontar a história de Clark Kent/Kal-El (Henry Cavill), um jovem jornalista dotado de poderes além da imaginação que se vê diante de difíceis decisões quando a Terra é invadida pelo poderoso e perigoso General Zod (Michael Shannon).
Amy Adams (Lois Lane), Diane Lane (Martha Kent), Kevin Costner (Jonathan Kent), Antje Traue (Faora), Russell Crowe (Jor-El) e Julia Ormond (Lara) também estão no elenco do longa.