quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Estatísticas de Crescimento Econômico - Comparação FHC X LULA


  • As estatísticas aqui apresentadas são selecionadas principalmente por aparecerem em propaganda eleitoral ou material de divulgação de partidos de forma errada e sem citação de fontes. Para mais informações, acesse diretamente os sites do IBGEIPEA e outras fontes citadas abaixo.
  • IMPORTANTE: Para acessar as fontes originais das informações citadas caso você não seja cadastrado no Wikia, basta clicar no link e, na página que surgir, clicar em skip this ad. Isto é uma configuração padrão do Wikia e desaparece para quem é cadastrado.
  • Se você quiser acompanhar atualizações assim que são realizadas ou enviar seus comentários (positivos ou negativos), siga nosso blog, em:http://governobrasil.blogspot.com/

Resumo visual das estatísticas (detalhes e links para as fontes de dados seguem abaixo):
Resumo visual 07a.png


Estatísticas de Nível de Vida

Dados são informados até o ano mais recente de publicação dos mesmos pelos institutos responsáveis por sua manutenção.
Quando os anos não fecham com o início e fim dos governos há um hiato na divulgação de estatísticas e o ano mais próximo é utilizado.

Índice de Desenvolvimento Humano

O Índice de Desenvolvimento Humano, um dos principais indicadores do nível de vida da população de um país, cresceu muito mais durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula. Isto significa que a qualidade de vida do povo brasileiro melhorou de forma mais acelerada no governo anterior que no governo atual.
De 1995 a 2000 (FHC) cresceu 0,056 (0,0112 ao ano), em uma variação percentual de 7,62% (1,48% ao ano)
De 2000 a 2007 (Lula) cresceu 0,023 (0,0033 ao ano), em uma variação percentual de 2,91% (0,41% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pela ONU com periodicidade de cinco anos (de 1980 a 2005) e anual (de 2005 a 2007)
  • Consideramos 1995 a 2000 (5 anos) o período FHC e 2000 a 2007 (7 anos) o período Lula
  • Devido à esparsidade dos dados fornecidos pela ONU, dois anos de governo FHC (2001 e 2002) são contabilizados dentro do período Lula
  • O IDH médio mundial para cada ano é calculado considerando apenas os países com dados divulgados naquele ano
  • Crescimento brasileiro é superior ao crescimento médio mundial nos períodos de 1995 a 2000 (todo período FHC) e de 2006 a 2007 (um dos sete anos do período Lula)

Acesso à Rede de água

O percentual de domicílios com acesso à rede de água potável encanada, condição praticamente básica à dignidade humana nos dias atuais, cresceu de forma muito mais rápida durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.
De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 6,9% (0,77% ao ano), em uma variação percentual de 9,2% (0,98% ao ano)
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 3,4% (0,49% ao ano), em uma variação percentual de 4,15% (0,58% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pelo IBGE com periodicidade anual (de 1981 a 2009), exceto para os anos 1982, 1991, 1994 e 2000
  • Consideramos 1993 a 2002 (9 anos) o período FHC e 2002 a 2009 (7 anos) o período Lula
  • Devido à esparsidade dos dados fornecidos pelo IBGE, um ano de governo Itamar Franco (1993) é contabilizado dentro do período FHC

Acesso à Rede de esgoto

A quantidade de domicílios com acesso à rede de escoamento de esgoto, critério essencial para a qualidade de vida da população, cresceu de forma mais rápida durante o governo Lula que durante o governo Fernando Henrique.
De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 7,4% (0,82% ao ano), em uma variação percentual de 18,97% (1,95% ao ano)
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 6,9% (0,99% ao ano), em uma variação percentual de 14,87% (2,00% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pelo IBGE com periodicidade anual (de 1992 a 2009), exceto para os anos 1994 e 2000
  • Consideramos 1993 a 2002 (9 anos) o período FHC e 2002 a 2009 (7 anos) o período Lula
  • Devido à esparsidade dos dados fornecidos pelo IBGE, um ano de governo Itamar Franco (1993) é contabilizado dentro do período FHC

Acesso à Energia elétrica

O percentual de domicílios com acesso à rede elétrica, outro critério essencial para a obtenção de um bom nível de qualidade de vida, cresceu muito mais rápido durante o governo anterior que no governo atual.
De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 6,6% (0,73% ao ano), em uma variação percentual de 7,33% (0,79% ao ano)
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 2,5% (0,36% ao ano), em uma variação percentual de 2,59% (0,37% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pelo IBGE com periodicidade anual (de 1981 a 2009), exceto para os anos 1982, 1991, 1994 e 2000
  • Consideramos 1993 a 2002 (9 anos) o período FHC e 2002 a 2009 (7 anos) o período Lula
  • Devido à esparsidade dos dados fornecidos pelo IBGE, um ano de governo Itamar Franco (1993) é contabilizado dentro do período FHC

Porcentagem de Domicílios com geladeira

O refrigerador tornou-se item essencial para a família. Mesmo assim, ainda existem domicílios que não possuem este eletrodoméstico. A proporção de domicílios com geladeira cresceu muito mais rápido durante o governo Fernando Henrique que no governo posterior.
De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 14,8% (1,64% ao ano), em uma variação percentual de 20,61% (2,10% ao ano)
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 7,3% (1,04% ao ano), em uma variação percentual de 8,43% (1,16% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pelo IBGE com periodicidade anual (de 1981 a 2009), exceto para os anos 1982, 1991, 1994 e 2000
  • Consideramos 1993 a 2002 (9 anos) o período FHC e 2002 a 2009 (7 anos) o período Lula
  • Devido à esparsidade dos dados fornecidos pelo IBGE, um ano de governo Itamar Franco (1993) é contabilizado dentro do período FHC

Porcentagem de Domicílios com televisão

Aparelho televisor, mesmo não sendo essencial à sobrevivência, é de grande importância para o tempo de lazer da população, influenciando assim a qualidade de vida. Acesso à televisão cresceu mais rápido no governo anterior que no governo atual, apesar da às vezes dramática diminuição nos preços.
De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 14,1% (1,57% ao ano), em uma variação percentual de 18,60% (1,91% ao ano)
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 6,1% (0,87% ao ano), em uma variação percentual de 6,79% (0,94% ao ano)
  • Preços de TVs despencaram no governo Lula
  • Série de dados históricos é fornecida pelo IBGE com periodicidade anual (de 1988 a 2009), exceto para os anos 1991, 1994 e 2000
  • Consideramos 1993 a 2002 (9 anos) o período FHC e 2002 a 2009 (7 anos) o período Lula
  • Devido à esparsidade dos dados fornecidos pelo IBGE, um ano de governo Itamar Franco (1993) é contabilizado dentro do período FHC

Porcentagem de Domicílios com telefone

O telefone tornou-se um item essencial à qualidade de vida do cidadão. Antes considerado um bem de difícil acesso, após a privatização do setor sua disponibilidade cresceu vertiginosamente. A tabela abaixo resume os dados de crescimento no acesso a linhas telefônicas nos últimos governos.
De 1993 a 2002 (FHC) cresceu 41,8% (4,64% ao ano), em uma variação percentual de 211,11% (13,44% ao ano)
De 2002 a 2009 (Lula) cresceu 23,3% (3,33% ao ano), em uma variação percentual de 37,82% (4,69% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pelo IBGE com periodicidade anual (de 1992 a 2009), exceto para os anos 1994 e 2000
  • Consideramos 1993 a 2002 (9 anos) o período FHC e 2002 a 2009 (7 anos) o período Lula
  • Devido à esparsidade dos dados fornecidos pelo IBGE, um ano de governo Itamar Franco (1993) é contabilizado dentro do período FHC

Mortalidade infantil

A alta mortalidade infantil era um dos problemas mais trágicos do Brasil. Felizmente, a estabilidade e o desenvolvimento têm permitido uma queda progressiva no número de crianças que morrem antes de completar um ano de idade. A queda neste número foi, no entanto, mais pronunciada durante o governo Fernando Henrique que durante o governo Lula.
De 1997 a 2002 (FHC) caiu 7 pontos (1,4 ponto ao ano), em uma variação percentual de -21,94% (-4,83% ao ano)
De 2002 a 2006 (Lula) caiu 4,2 pontos (1,05 ponto ao ano), em uma variação percentual de -16,87% (-4,51% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pelo DataSUS com periodicidade anual (de 1997 a 2006)
  • Consideramos 1997 a 2002 (5 anos) o período FHC e 2002 a 2006 (4 anos) o período Lula

Taxa de pobreza

A taxa de extrema pobreza indica, segundo o IPEA, o 'percentual de pessoas na população total com renda domiciliar per capita inferior à linha de extrema pobreza (ou indigência, ou miséria). A linha de extrema pobreza aqui considerada é uma estimativa do valor de uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para suprir adequadamente uma pessoa.' Já a taxa de pobreza indica, também segundo o IPEA, o ' Percentual de pessoas na população total com renda domiciliar per capita inferior à linha de pobreza. A linha de pobreza aqui considerada é o dobro da linha de extrema pobreza.'
De 1993 a 2002 (FHC) a taxa de extrema pobreza caiu 6,28% (0,70% ao ano), em uma variação percentual de -30,98% (-4,04% ao ano)
De 2002 a 2009 (Lula) a taxa de extrema pobreza caiu 6,71% (0,96% ao ano), em uma variação percentual de -47,96% (-8,91% ao ano)
De 1993 a 2002 (FHC) a taxa de pobreza caiu 8,58% (0,95% ao ano), em uma variação percentual de -19,96% (-2,44% ao ano)
De 2002 a 2009 (Lula) a taxa de pobreza caiu 12,98% (1,85% ao ano), em uma variação percentual de -37,73% (-6,54% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pelo IPEA com periodicidade anual (de 1981 a 2009), exceto para os anos 1991, 1994 e 2000
  • Consideramos 1993 a 2002 (9 anos) o período FHC e 2002 a 2009 (7 anos) o período Lula
  • Devido à esparsidade dos dados fornecidos pelo IBGE, um ano de governo Itamar Franco (1993) é contabilizado dentro do período FHC

Estatísticas de Acesso à Educação

Dados são informados até o ano mais recente de publicação dos mesmos pelos institutos responsáveis por sua manutenção.
Quando os anos não fecham com o início e fim dos governos há um hiato na divulgação de estatísticas e o ano mais próximo é utilizado.
Se alguém tiver dados mais recentes, de fontes confiáveis, por favor me envie.

Evasão escolar

Evasão escolar é algo extremamente preocupante em qualquer sociedade, principalmente na idade normalmente associada ao ensino secundário - que pode fazer uma diferença crucial na vida de uma pessoa. Enquanto o número de adolescentes de idade entre 15 e 17 anos que não frequentavam a escola caiu dramaticamente durante o governo Fernando Henrique, este número permaneceu preocupantemente estável durante o governo Lula.
De 1993 a 2002 (FHC) caiu 19,6% (2,18% ao ano), em uma variação percentual de -51,44% (-7,71% ao ano)
De 2002 a 2007 (Lula) caiu 0,80% (0,16% ao ano), em uma variação percentual de -4,32% (-0,88% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pelo IBGE com periodicidade anual (de 1992 a 2007), exceto para os anos 1994 e 2000
  • Consideramos 1993 a 2002 (9 anos) o período FHC e 2002 a 2007 (5 anos) o período Lula
  • Devido à esparsidade dos dados fornecidos pelo IBGE, um ano de governo Itamar Franco (1993) é contabilizado dentro do período FHC

Acesso ao ensino superior

Acesso ao ensino superior é uma medida clara do desenvolvimento da educação em um país. O censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira fornece dados a respeito. As informações abaixo referem-se ao número de matrículas em cursos de graduação presenciais.
De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em universidades federais aumentou em 147.224 (21.032 ao ano), em uma variação percentual de 41,68% (5,10% ao ano)
De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em universidades federais aumentou em 100.313 (16.719 ao ano), em uma variação percentual de 20,044% (3,09% ao ano)
De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em universidades aumentou em 1.022.727 (146.104 ao ano), em uma variação percentual de 90,67% (9,66% ao ano)
De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em universidades aumentou em 534.969 (89.162 ao ano), em uma variação percentual de 24,87% (3,77% ao ano)
De 1995 a 2002 (FHC) o número de matrículas em instituições federais aumentou em 164.103 (23.443 ao ano), em uma variação percentual de 44,65% (5,42% ao ano)
De 2002 a 2008 (Lula) o número de matrículas em instituições federais aumentou em 111.467 (18.578 ao ano), em uma variação percentual de 20,97% (3,22% ao ano)
De 1995 a 2002 (FHC) o número total de matrículas em instituições de ensino superior aumentou em 1.720.210 (245.744 ao ano), em uma variação percentual de 97,76%(10,23% ao ano)
De 2002 a 2008 (Lula) o número total de matrículas em instituições de ensino superior aumentou em 1.600.143 (266.691 ao ano), em uma variação percentual de 45,98%(6,50% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pelo INEP com periodicidade anual (de 1995 a 2008)
  • Consideramos 1995 a 2002 (7 anos) o período FHC e 2002 a 2008 (6 anos) o período Lula
  • As categorias "instituições federais" e "instituições de ensino superior" incluem (além de universidades) centros universitários, faculdades, CEFET e FET

Índice de analfabetismo

O índice de analfabetismo indica o percentual da população total, acima de 15 anos de idade, que não sabe ler nem escrever um bilhete simples.
De 1993 a 2002 (FHC) caiu 4,56% (0,51% ao ano), em uma variação percentual de -27,77% (-3,55% ao ano)
De 2002 a 2007 (Lula) caiu 1,85% (0,37% ao ano), em uma variação percentual de -15,60% (-3,33% ao ano)
  • Série de dados históricos é fornecida pelo IPEA com periodicidade anual (de 1981 a 2007), exceto para os anos 1991, 1994 e 2000
  • Consideramos 1993 a 2002 (9 anos) o período FHC e 2002 a 2007 (5 anos) o período Lula
  • Devido à esparsidade dos dados fornecidos pelo IPEA, um ano de governo Itamar Franco (1993) é contabilizado dentro do período FHC

Universidades Federais

Artigo Principal: Universidades Federais
Duas universidades federais foram criadas durante o governo Fernando Henrique, e três foram criadas durante o governo Lula. Mais detalhes no artigo Universidades Federais

Estatísticas de Desenvolvimento Econômico

Dados são informados até o ano mais recente de publicação dos mesmos pelos institutos responsáveis por sua manutenção.
Quando os anos não fecham com o início e fim dos governos há um hiato na divulgação de estatísticas e o ano mais próximo é utilizado.
Se alguém tiver dados mais recentes, de fontes confiáveis, por favor me envie.

Salário mínimo

De 1994 a 2002 (FHC) o salário mínimo cresceu 185,71% ou 14,02% ao ano
De 2002 a 2010 (Lula) o salário mínimo cresceu 155,00% ou 12,41% ao ano
De 1994 a 2002 (FHC) o mínimo cresceu, em valores deflacionados, 33,24% ou 3,65% ao ano
De 2002 a 2010 (Lula) o mínimo cresceu, em valores deflacionados, 72,62% ou 7,06% ao ano

Carga tributária

Carga média de 1994 a 2002 (FHC) de 30,07%, carga tributária em 2002 de 32,35%
Carga média de 2002 a 2007 (Lula) de 33,47%, carga tributária em 2007 de 34,70%

Taxa de crescimento econômico:

Crescimento mundial durante governo FHC: 24,27% ou 2,75% ao ano
Crescimento mundial durante governo Lula: 74,46% ou 8,27% ao ano
Crescimento do Brasil no governo FHC: 19,74% ou 2,28% ao ano ou 82,77% da média mundial
Crescimento do Brasil no governo Lula: 27,66% ou 3,55% ao ano ou 42,91% da média mundial
  • Durante o governo Lula, o Brasil cresceu muito menos que o resto do mundo
  • Durante o governo FHC, o Brasil cresceu apenas um pouco abaixo da taxa média do resto do mundo

Crescimento no governo Collor/Itamar: 6,75% ou 1,31% ao ano
Evolução no governo FHC em relação à média anterior: 73,33%
Evolução no governo Lula em relação à média anterior: 55,88%
  • Mesmo havendo maior crescimento absoluto no governo Lula, a TAXA anual média de crescimento da economia CRESCEU muito mais no governo FHC que no governo Lula

Taxa de crescimento econômico - Paridade de poder de compra

O conceito de Paridade de Poder de Compra é baseado na comparação do valor de moedas de diferentes países através do preço, no país, de uma cesta de produtos pré-definida. Para fins de comparação de taxas de crescimento econômico entre diferentes países, a utilização de valores ajustados desta forma pode oferecer números mais próximos da realidade do poder aquisitivo de cada população. É importante notar, no entanto, que a limitação na seleção da cesta de consumo, assim como diferenças na qualidade dos produtos sendo medidos, pode gerar inconsistências no fator de ajuste dos valores, levando a inconsistências nas comparações.
Crescimento, em PPP, do Brasil como proporção do crescimento mundial durante o governo FHC: 78,45%
Crescimento, em PPP, do Brasil como proporção do crescimento mundial durante o governo Lula: 98,68%

Nível de desemprego:

Final do governo FHC (dez/2002): 6,17%
Final do governo Lula (set/2010): 6,9%
  • Há uma descontinuidade nos dados, o que impede uma comparação direta
  • A principal mudança é a alteração da idade mínima de 15 para 10 anos
  • Definição anterior de desocupado: População Desocupada - aquelas pessoas que não tinham trababalho, num determinado período de referência, mas estavam dispostas a trabalhar, e que, para isso, tomaram alguma providência efetiva (consultando pessoas, jornais, etc.)
  • Definição atual de desocupado: São classificadas como desocupadas na semana de referência as pessoas sem trabalho na semana de referência, mas que estavam disponíveis para assumir um trabalho nessa semana e que tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias, sem terem tido qualquer trabalho ou após terem saído do último trabalho que tiveram nesse período.

Inflação ao consumidor

Inflação acumulada de 1990 a 1994 (Collor/Itamar): 41.941.718,61%
Inflação acumulada de 1995 a 2002 (FHC): 114,43%, ou 0,00028% do acumulado anterior. Queda de 99,99972% em relação ao governo anterior.
Inflação acumulada de 2003 a 2010 (Lula): 47,72%, ou 41,71% do acumulado anterior. Queda de 58,29% em relação ao governo anterior.
  • Queda na inflação acumulada foi muito maior no governo FHC que no governo Lula
  • Fernando Henrique, como Ministro da Fazenda, implantou o Plano Real, que controlou a hiperinflação
  • Governo FHC consolidou a estabilidade do plano real

Dívida pública federal

Dívida pública federal ao final do governo FHC (12/2002): R$ 560.828.810.000,00
Dívida pública federal ao final do governo Lula (10/2010): R$ 985.808.530.000,00
  • A dívida pública federal líquida ao final do governo Lula é quase o dobro da dívida ao final do governo Fernando Henrique

Mapa de desempenho dos governos

O mapa a seguir indica o desempenho relativo dos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula em todos os quesitos levantados até o momento pelo Governo Brasil Wiki. Os valores foram normalizados para melhor visualização, através da fórmula:
Nota_{gov} = Ind_{gov} \times \left ( \frac{10}{\displaystyle \sum_{k=1}^N Ind_k} \right )
Isto significa que a nota máxima - no caso, 10 - é determinada pelo avanço total na área, sendo somados os valores de todos os governos. A nota é, assim, um reflexo da proporção do avanço total em uma determinada área alcançado pelo governo em questão.
Radar governo 02.png

Inconsistências nas Posições Políticas

Aborto

  • Segundo o Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (2010):
    • "Recomendação: Recomenda-se ao Poder Legislativo a adequação do Código Penal para a descriminalização do aborto."
    • Fonte: Texto integral do PDNH3
  • Segundo o Programa Nacional de Direitos Humanos 2 (2002):
    • "Apoiar a alteração dos dispositivos do Código Penal referentes ao estupro, atentado violento ao pudor, posse sexual mediante fraude, atentado ao pudor mediante fraude e o alargamento dos permissivos para a prática do aborto legal (...)"
    • "Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde para os casos previstos em lei."
    • Fonte: Texto integral do PDNH2

Bolsa Família


Aliados e Plano Real


Privatizações

De acordo com dados oficiais do Ministério do Planejamento, um total de seis empresas foram privatizadas durante o governo Lula:
  • Banco do Estado do Maranhão S.A.
  • BEM-SG
  • BEM-VTV
  • BEM-DTVM
  • Banco do Estado do Ceará S.A.
  • BEC-DTVM

Além disso, segundo dados oficiais da Agência Nacional de Transportes Terrestres, durante o governo Lula foram firmados acordos de concessão de 3281,4 Km de estradas, efetivamente privatizando esta extensão da rede rodoviária federal. Foram criadas, assim, 36 praças de pedágio, com tarifas de até R$ 9,70.

RodoviaTrechoExtensãoPraças de Pedágio
BR-116/PR/SCCuritiba – Div. SC/RS412,70 Km5
BR-376/PR - BR-101/SCCuritiba – Florianópolis382,33 Km5
BR-116/SP/PRSão Paulo – Curitiba (Régis Bitencourt)401,60 Km6
BR-381/MG/SPBelo Horizonte – São Paulo (Fernão Dias)562,10 Km8
BR-393/RJDiv.MG/RJ – Entroncamento com a Via Dutra200,40 Km3
BR-101/RJPonte Rio-Niterói – Div.RJ/ES320,10 Km5
BR-153/SPDiv.MG/SP – Div. SP/PR321,60 Km4
BR – 116/324 BABR – 116 – Feira de Santana554,10 Km
BR – 324 – Salvador – Feira113,20 Km
BR – 526 / BR – 324 / BA 5289,30 Km
BA – 528 / BA – 526 / Aratu4,00 Km

Vídeo de divulgação do UFC Rio III já está na Internet


Evento terá Anderson Silva como astro principal, diante da 'zebra' Stephan Bonnar


EUA - O trailer oficial do UFC Rio III está devidamente lançado. Programado para o dia 13 de outubro, o evento tem como destaque o duelo entre Anderson Silva e o americano Stephan Bonnar. No vídeo, o brasileiro é tratado como "o melhor lutador da história", mote para dois possíveis finais: "um nocaute espetacular ou "uma zebra histórica" que, no caso, seria a eventual vitória de Bonnar.

Nas casas de apostas, a vitória de Anderson Silva está cotada com 93%. Convém lembrar que o Spider vai lutar na categoria acima da sua, pois o combate foi aceito pelo brasileiro há pouco mais de um mês e não teria tempo de perder peso para colocar o cinturão dos médios em jogo. A categoria de Anderson vai até 84 quilos. Assista ao vídeo e confira o card do UFC Rio III.


13 de outubro, no Rio de Janeiro (RJ)

CARD PRINCIPAL
Anderson Silva x Stephan Bonnar
Rodrigo Minotauro x Dave Herman
Glover Teixeira x Fábio Maldonado
Jon Fitch x Erick Silva
Wagner Caldeirão x Phil Davis
Demian Maia x Rick Story

CARD PRELIMINARRony Jason x Sam Sicilia
Gabriel Napão x Gerônimo Mondragon
Gleison Tibau x Francisco Massaranduba
Diego Brandão x Joey Gambino
Serginho Moraes x Renée Forte
Luiz "Banha" Cané x Chris Camozzi
Cristiano Marcello x Reza Madadi

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pra que serve um vereador?



Editora GloboÉ ano bissexto, de Olimpíadas e de que mais mesmo? Ah, sim, eleições municipais. Isso significa que em 7 de outubro, além do prefeito você terá que escolher um vereador para uma das 57.429 cadeiras disponíveis nas câmaras dos municípios do Brasil. Mas se o prefeito e seus secretários planejam e coordenam toda a administração da cidade, o que sobra ao vereador, esse cargo que em 2012 será disputado por cerca de 440 mil pessoas? (Há mais candidatos a vereador do que a soma de budistas e judeus no Brasil segundo o Censo de 2010.)

A Constituição de 1988 ajudou a definir a função desses políticos, apontando suas competências genéricas. Segundo a Carta, as principais são legislar e fiscalizar. As leis que eles redigem e aprovam não podem contrariar as das esferas superiores (estadual e federal), mas podem regulamentar algumas coisas importantes, como restrições a fumo em locais fechados e regras para venda de carne moída. Mas outras nem tanto, como o nome novo daquela rua que você nem sabe que existe. Na área de fiscalização, cabe a eles acompanhar gastos do município, avaliar ações do prefeito e cobrar transparência. Além disso, eles devem atuar como administradores das próprias Câmaras, e às vezes até como juízes, ao processar e julgar o prefeito e os próprios colegas em caso de irregularidades. Isso é o que diz a lei.



No dia a dia, porém, a atividade que toma mais tempo dos vereadores é o atendimento de pedidos de indivíduos, comunidades e outros grupos de eleitores. Sabe aquelas faixas que dizem “Obrigado vereador Fulano por trazer o asfalto à comunidade da Vila Ribeirinha”? Pode ser asfalto, mas também pode ser emprego, remédio, óculos, dinheiro para pagar contas, material de construção. Ou seja, atender a demandas específicas e imediatas, sejam individuais ou coletivas. Isso é o que a maioria dos vereadores tenta fazer — até porque é justamente isso que os eleitores esperam dele.

Uma pesquisa publicada pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) em 2009 mostra como um vereador da zona oeste do Rio construiu sua fama a partir da manutenção de “centros sociais” privados, com 80 funcionários cada um, que ofereciam desde cursos de lambaeróbica até consultas médicas e jurídicas. O Brasil está cheio de exemplos assim. E como essas atividades não estão proibidas em lei — ao menos fora do período eleitoral —, é complicado dizer se isso é certo ou errado.
“Medir o clientelismo, a troca de benefícios entre pessoas com diferentes níveis de poder, é muito difícil. A fronteira ética neste caso é muito borrada, porque por mais que isso possa ter uma conotação negativa, o vereador é importante como canal para resolver problemas pontuais da população”, diz Felix Lopez, cientista político do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ele lembra que, afinal, esse é o representante político mais acessível ao cidadão comum.

“A maioria dos eleitores acha inadequado o vereador dizer: ‘Meu papel é legislar e fiscalizar e não vou fazer isso que você está pedindo’”, afirma Lopez, co-autor de um estudo que analisou em detalhes a rotina de vereadores de 12 cidades de Minas Gerais. Quando questionados sobre o que era mais importante em seu trabalho, 60% deles responderam que era “atender a pedidos individuais ou coletivos de eleitores” (veja à direita). Não por acaso, 44% deles disseram que essa era a atividade que mais ocupa seu tempo de trabalho.

No estudo, os autores apontam 3 fatores que ajudam a explicar esse perfil assistencialista do vereador. Um deles é a natureza quase amadora da gestão municipal brasileira, baseada em redes de contato pessoal. Outro seria o tamanho relativamente pequeno dos municípios do país — nos 89% com menos de 50 mil habitantes, não existe mesmo tanta coisa sobre o que legislar. Inclusive, a maior parte das câmaras nessas cidades só tem uma ou duas sessões por semana. A última explicação seria o poder reduzido desses políticos: questões importantes, como a definição do orçamento, acabam na mão dos prefeitos.


Para compensar e mostrar serviço na Câmara, os vereadores acabam sugerindo e aprovando um grande volume de leis que pouco ajudam a vida do cidadão. Uma análise dos 1.148 projetos aprovados na atual legislatura pelos vereadores de São Paulo, por exemplo, mostra que 63% deles servem apenas para mudar a denominação de ruas e logradouros ou criar datas comemorativas e homenagens.

Apesar de não afetar em nada a vida dos paulistanos — ou quem sabe até piorar a vida de quem tenta se localizar na metrópole —, isso é coisa séria na Câmara da cidade. Lá existem pelo menos 7 modalidades de honrarias: medalha Anchieta, diploma de gratidão, título de cidadão, medalha Tiradentes, diploma de reconhecimento, Salva de Prata e medalha civil municipal. Lembrando que essas homenagens também são muito úteis à manutenção de apoios políticos. Se você acha tudo isso um grande desperdício de dinheiro público, talvez seja melhor começar a pesquisar e escolher muito bem quem vai levar o seu voto de 5 dígitos.

Novo Megaupload está ‘quase pronto’


Segundo o fundador do site de downloads, Kim Dotcom, a próxima ‘encarnação’ de sua criação está a caminho


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Kim Dotcom, fundador do Megaupload // Crédito: GETTY
Você conhece a história do Megaupload. Em janeiro deste ano, o site de downloads foi fechado por encorajar a pirataria online e seu fundador, Kim Dotcom, foi preso na Nova Zelândia. Mas, durante o fim de semana, ele tuitou uma mensagem que dizia que a nova encarnação do site estaria a caminho, com 90% dos códigos prontos, servidores encaminhados e advogados, parceiros e investidores preparados.
Outros tuites de Dotcom indicam que o site irá estrear no fim de 2012. Mas o que será, exatamente, este novo Megaupload ainda não está claro.
Em uma entrevista no fim do ano passado, Kim também declarou que está criando o Megabox, uma plataforma que permitiria que os artistas vendessem suas criações diretamente para os consumidores, mantendo 90% do lucro. Este serviço também ficaria disponível até o fim do ano.
Via Mashable

Apple não devia ter abandonado nossos mapas, diz diretor do Google

Em entrevista, Eric Schmidt disse ainda que decisão foi da Apple e que empresa ainda não trabalha em app do Google Maps para iOS.


O Google parece concordar com a maior dos usuários que reprovou os novos mapas da Apple no iOS 6. Em entrevista recente, o diretor da gigante de buscas, Eric Schmidt, disse que “teria sido melhor se eles (Apple) tivessem mantido os nossos mapas”. As informações são do Mashable.
“Mas o que eu sei? O que iríamos fazer, forçá-los a mudar de ideia? A decisão é deles”, continuou de forma irônica o executivo.
Lançado na última semana, o iOS 6 para iPhone, iPad e iPod Touch virou alvo de críticas e piadas por causa do novo serviço de Mapas, que não utiliza mais o Google Maps. Reunindo os erros mais grosseiros dos Apples Maps, um Tumblr chamado “Amazing iOS 6 Maps” tem feito sucesso na web.
Além disso, o novo iOS também marca o fim do YouTube como aplicativo nativo do sistema móvel. Mas na semana anterior o Google já havia se antecipado ao lançar um novo aplicativo específico para os aparelhos da Apple.
Sobre fazer o mesmo com o Google Maps, Schmidt se limitou a dizer que “ainda não fizemos nada com o Google Maps”. Depois, lembrou que a novidade ainda dependeria da aprovação da Apple.
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Um dos muitos erros do Mapas no iOS 6 (Imagem: Amazing iOS 6 Maps)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dono da Cacau Show começou vendendo chocolates em Fusca



O empresário Alexandre Tadeu da Costa, criador da Cacau show, começou o negócio vendendo chocolates em um fusca branco

Foi em um Fusca branco 78 que o empresário Alexandre Tadeu da Costa, 41, começou sua trajetória de sucesso. Em 1988, então com 18 anos, ele colocava trufas e bombons de chocolate no banco de trás do carro e os vendia em padarias e supermercados da Zona Oeste de São Paulo (SP). Era o início da Cacau Show, rede de chocolates artesanais com 1.160 lojas em todo o país.

Costa já era um empreendedor antes mesmo de atingir a maioridade. Um ano antes, ele decidiu reativar a venda de chocolates dos pais, que além dos doces vendiam lingeries e artigos domésticos. Com a lista de contatos que os pais já tinham, conseguiu um pedido de 2.000 ovos de Páscoa de 50g.

O problema surgiu quando o fornecedor disse que não fabricava ovos de chocolate de 50g. O jovem saiu em busca de ajuda em lojas de atacado até encontrar Cleusa Trentin, a Dona Cleusa. Ela fazia ovos de Páscoa caseiros e aceitou ajudar o rapaz. “Ela me viu desesperado e pediu para eu comprar os materiais”, diz o empresário.
Da cozinha de 12 m2, a sede da Cacau Show foi para uma sala do mesmo tamanho na empresa dos pais do empresário. Eles criaram um catálogo de vendas para encomendas – a exemplo do que algumas marcas de cosméticos e perfumes – e a empresa cresceu. Funcionários foram contratados e Costa fez seu primeiro curso de chocolates na Bélgica, em 1996.Na cozinha de 12 m2 da Dona Cleusa, os dois trabalharam por 18 horas diárias, durante três dias, para dar conta do pedido. No final, o lucro obtido foi de US$ 500. Ao perceber que o mercado de chocolates artesanais era pouco explorado, o empreendedor utilizou o dinheiro para abrir oficialmente a empresa.

“A Bélgica é a ‘terra dos chocolates artesanais’, mais até do que a Suíça. Lá estão os melhores chocolates do mundo”, afirma. No total, Costa concluiu três cursos no país europeu.

O crescimento da marca obrigou a mudança de endereço da matriz. Em 2006, foi inaugurada a fábrica de Itapevi (a 40 km da capital paulista). A área total é de 70 mil m2. Além desta, existem outras quatro fábricas em funcionamento: Campos do Jordão (SP), Curitiba (PR), São Paulo (a primeira sede) e uma segunda em Itapevi, que juntas produzem mais de 12 mil toneladas de chocolate por ano.
  • Divulgação
    O empresário Alexandre Tadeu da Costa (à dir.), aos 17 anos, com de Cleusa Trentin (à esq.), na primeira cozinha da Cacau Show, em 1987

Primeira loja nasce por falta de espaço para estoque

A primeira loja da Cacau Show só foi inaugurada em 2001, em Piracicaba (a 160 km de São Paulo). Na Páscoa daquele ano, um distribuidor local comprou chocolates em excesso e não tinha espaço para estocar os produtos no apartamento. A solução foi criar um depósito com uma loja na frente.

“Foi um grande passo. Já tínhamos sucesso na venda porta a porta, mas, por ser um alimento, muitas pessoas não queriam esperar até quatro dias para o produto chegar. Elas preferem ir até a loja e comprar”, declara o empreendedor. Pouco depois, a empresa entrou para o franchising e expandiu de vez. Em 2011, o faturamento da rede foi de R$ 1,2 bilhão.

Pouca idade gerou desconfiança

A maior dificuldade enfrentada por Costa no início foi, por conta da pouca idade, transmitir credibilidade para bancos, fornecedores e clientes. Porém, ele diz que a persistência o ajudou a mudar o cenário. “Tinha tanta força de vontade que acabava conquistando os outros com o brilho dos olhos.”

O criador da Cacau Show afirma que o principal para um empreendedor é tentar sempre, ter inciativa e não temer o erro. “Na vida há dois caminhos: ou você vai ser a vítima e reclamar de tudo, ou vai ser o protagonista e encarar os desafios.”